terça-feira, 28 de maio de 2013

maio de 2007

6 ano depois.
pergunto-me o que faz sentido agora.

este é 1 dia triste. triste talvez seja demasiado forte.
pelas recordações que traz, pela ausência repetida da solidão.

Não faz sentido pois não?
Desde há 6 ano atrás deixei de estar só.
Trago comigo uma companheira: a Esclerose Múltipla.

Temos uma relação estranha, quase parecemos um casal em ruptura. Não nos entendemos. Eu não sei porquê que ela me escolheu a mim e a verdade é que eu nunca a quis.
Ela tem-me respeitado. Apesar de me ir recordando que está por perto, vai me deixando estar à vontade.

O mais incrível é como se passaram 6 anos.

lembro-me desta aventura ter começado durante um fim de semana extraordinário: fui ver o concerto da minha vida: Dave Matthews Band, no Pavilhão Atlântico! No dia seguinte, fui receber o meu diploma!
Depois... depois tudo começou.

Foi um marco, sem dúvida. Aprendi a viver com ela, a contorna-la.
Aprendi a não me queixar, mas a aceitar. E como é difícil aceitar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Descaradamente roubado, mas não plagiado:

ESTA COISA DE GOSTAR DE ALGUÉM

"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do qu...e se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açúcares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

Fernando Alvim
 

Sweet Valentine

Não é que não goste do dia dos namorados, apenas nunca tive um dia destes devidamente celebrado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Saber que o fim está próximo

E finjir que não está.
Inventar ciúmes, preocupações, quando esses sentimentos não existem.

Saber que não tens nada para me dar, e mesmo se tivesses, eu não o queria.
Porque eu inventei esta personagem para ti, que como sempre, não funcionou.
Quando é que me vou deixar disso?
Quando é que vou aceitar o outro por o que ele é?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Só se forem nas leis da física

Porque nas relações humanas também não acho que os opostos se atraem. Talvez naquela fase inicial, na fase das borboletas, em que tudo o que é diferente é tão bom!
Mas na "vida real" são os descompensados como nós que nos seguram:
- aqueles que também trabalham 12 horas;
- os que não tem vontade de falar às 7h da manhã;
- os que entendem que um cigarro por dia até pode "ser saudável" e o fumam juntos depois do jantar;
- os que entendem que podemos chorar muito porque uma amiga de 82 anos pode não voltar.


Tantos motivos para ver:

domingo, 20 de janeiro de 2013

Acerca do mau tempo

Ponto 1 - a comunicação social adora mau tempo / tufões / chuvadas / neves e outras alterações climáticas! Assim conseguem umas 5 reportagens sobre o mesmo tema no mesmo programa! E quando começa a nevar, meu Deus, que excitação! Vão fazer aquelas reportagens estúpidas para a Serra da Estrela a perguntar a muídos com sacos de plástico "o que estão a fazer?".

Ponto 2 - pior do que a comunicação social são os fanáticos da aviação, que num dia como o de ontem, foram filmar aviões a aterrar!

Ponto 3 - adoro ver as pessoas "indignadas" com o mau tempo! Acho bem, processem o S. Pedro, porque a mim também já me dava jeito umas tardadas de praia!

E o grande bocejo vai para

 
Anna Karenina
 

Grande Tola esta Anna!